Petição ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres
Nós, membros de comunidades latino-americanas, unidos pelo compromisso de preservar a memória e a dignidade das vítimas e sobreviventes dos ataques do 7 de outubro de 2023, apresentamos esta petição ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Naquele fatídico 7 de outubro, o Hamas e outros grupos terroristas palestinos realizaram um ataque brutal contra Israel. Civis inocentes foram assassinados, torturados e vítimas de atos de violência sexual. Entre as vítimas havia mulheres, crianças, bebês e idosos. Nesse mesmo dia, 251 pessoas foram sequestradas e levadas como reféns para Gaza. Muitos permaneceram lá por mais de dois anos. Somente após 843 dias, o último refém que permanecia em Gaza foi recuperado e devolvido a Israel. Muitos dos sequestrados, lamentavelmente, não retornaram com vida.
Três anos depois, diante da persistência do antissemitismo e de narrativas que negam, banalizam ou buscam justificar a violência cometida pelo Hamas, acreditamos que recordar não é suficiente. A memória exige também responsabilidade e ação.
Por isso, solicitamos ao Secretário-Geral que, antes de concluir seu mandato:
- condene de maneira inequívoca o terrorismo do Hamas e a tomada de reféns, sem justificativas nem relativizações;
- garanta que, no âmbito das Nações Unidas, sejam efetivamente concedidos a prioridade, os espaços, a atenção e os recursos necessários para combater o antissemitismo, a negação e a banalização dos ataques do 7 de outubro e toda forma de incitação ao ódio contra o povo judeu;
- zele para que os órgãos e mecanismos das Nações Unidas atuem de acordo com os princípios de imparcialidade, universalidade e não seletividade, e assegurem que seus espaços não sejam utilizados para legitimar discursos de ódio, incitação ou desumanização dirigidos contra o Estado de Israel;
- e ofereça os espaços institucionais e simbólicos correspondentes para preservar e amplificar as vozes das vítimas e sobreviventes do 7 de outubro, de modo que suas histórias façam parte da memória coletiva internacional.
Ao assinar esta petição, reafirmamos nosso compromisso com a memória daqueles que foram assassinados, com aqueles que sobreviveram e continuam se recuperando de feridas visíveis e invisíveis, e com as famílias que carregam até hoje as consequências do 7 de outubro.
Reafirmamos também nosso compromisso com o direito do Estado de Israel de existir, com o direito do povo judeu de viver com segurança e autodeterminação, e com o direito de todas as pessoas da região de viver em paz, segurança e dignidade.
Levantamos a nossa voz por aqueles que já não podem fazê-lo.
Recordar também é agir.